O Outro Lado de Pequim – 2008

Geração de Ouro x Geração Fracasso

Posted by outroladodepequim em julho 15, 2008

As próximas semanas poderão marcar para sempre na história as duas seleções masculinas dos esportes coletivos mais populares no Brasil à exceção do futebol. Em situações opostas há anos, ídolos e decrépitos terão sua imagem definida perante o grande público nos grandes torneios que estão por vir. 

fracasso?

Basquete brasileiro só brilha no falido e desprestigiado Pan-Americano

A seleção de basquete é de se lamentar. Não é para menos. Vejam os ingredientes: dirigentes aproveitadores, sacanas e ególatras, falta de intercâmbio internacional, jogadores covardes e omissos e uma comissão técnica há anos formada por paspalhões. Ainda assim, restam esperanças. Embora improvável, o Brasil tem condições de faturar uma das últimas três vagas para Pequim no Pré-Olímpico de Atenas na Grécia. Mas são poucos os que apostam seu braço nisso. 

A situação é tão desgraçada, que os favoritos e donos da casa gregos caíram no mesmo grupo que os canarinhos, que, perdendo a partida da primeira fase, terão que trucidar a Alemanha do astro da NBA Dirk Nowitzki para sonhar em ir à China. As grandes estrelas tupiniquins que jogam na NBA recusaram a convocação covardemente, alegando contusões e problemas pessoais. Não deram a cara para bater, já que parecem ser contrários à toda estrutura atual da seleção. Não passam de uns palermas, realmente. 

Se não conquistar o direito de ir à Pequim, serão 16 anos sem basquete masculino brasileiro nas Olimpíadas, o que referendaria a uma talentosa geração de jogadores o estereótipo de Geração Fracasso.

Dante e cia. têm chance de se eternizarem no esporte nacional

Dante e cia. têm chance de se eternizarem no esporte nacional

Já o vôlei masculino passa impune a todos os desmandos da administração esportiva brasileira e dos pequenos confrontos dentro do grupo de atletas. Embora seja um exemplo de resultados internacionais, o vôlei no Brasil é falido com campeonatos que reúnem somente duas ou três equipes competitivas e pouco incentivo à prática do esporte nas escolas e universidades.

 

Conduzida pelo carrancudo Bernardinho, a seleção até se deparou com uma grande polêmica, pela qual, até agora, passou por cima feito um trator. Levantador talentosíssimo, Ricardinho comprou briga com o técnico estrelar – que escreve até livros ridículos de auto-ajuda – e agora é considerado um babaca pela população brasileira. Nas últimas semanas, o coitado tem sido trucidado até pelos antigos melhores amigos em público, como Giba, passando por otário. Não deve ter mais companhia nem para tomar uma cervejinha, cotado. É candidato a cair no ostracismo caso o bi-olímpico seja conquistado. 

E se vier, me permito a afirmar que essa seleção de vôlei, ganhadora de dois mundiais, do ouro em Atenas-2004 e de inúmeras Ligas Mundiais, Copas do Mundo e torneios internacionais, terá que ser ressaltada como a principal seleção brasileira de esportes coletivos de todos os tempos. Superaria até, embora por pouca margem, o brilhante escrete futebolístico bi-campeão mundial em 1958 e 1962, com Pelé, Didi, Garrincha e cia.

Geração de Ouro versus Geração Fracasso. Se ficarão marcadas assim, só as próximas semanas indicarão.

Uma resposta to “Geração de Ouro x Geração Fracasso”

  1. Adriano said

    opa! agradeço o link ao BasketBrasil, e concordo que esta geração, simbolizada pelo ala-armador Marcelinho Machado, ficou infelizmente marcada como fracassada por seus 16 anos sem uma Olimpíada, mas não concordo com as críticas aos jogadores que não foram. acho injusto essas cobranças por não se sacrificarem lesionados, estamos cobrando que eles joguem à meia-bomba e talvez criem seqüelas permanentes que os tirariam de muito mais do que apenas um Pré-Olímpico. Prefiro ir com os 12 que levamos, com capacidade total, a levar 6 que só poderão jogar pela metade. Pior, acho que se concentrar nos “desertores” é perder o foco de tudo o que está errado com o basquete nacional estruturalmente. Em vez de procurarmos culpados e caçar os “estrangeiros”, minha opinião é que devemos começar a pensar em 2012 agora e fazer um planejamento para acabar com esta “fila” em Londres. E este é o exemplo do vôlei, que deve ser a única coisa realmente organizada e séria no Brasil atualmente e merece todos os elogios; sempre se organizaram em torno do ciclo olímpico e, mesmo em momentos críticos, como as derrotas dos homens em 96 e 2000 e das meninas em 2004, jamais crucificou ninguém e tratou de trabalhar ainda mais.
    valeu, vou conferir mais frequentemente o blog durante os Jogos. um abraço!

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